Deixa entrar pela sua
janela, feito o vento que te balança os cabelos
O meu desejo, a minha
fome, a minha vontade de você
Deixa entrar meu poema,
minha quimera
Despertar em ti todas as
flores, como a primavera
Tocar, lamber , conduzir,
observar seu arrepio, seu sussurro,
Abrir cada botão,
valorizar cada gota, cada gemido, acelerar o coração
Não dizer não, não se
fechar diante da espera
Arrancar o fôlego, o
juízo, o gozo
Rasgar todas reservas e
por fogo


