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segunda-feira, 23 de abril de 2012

Janela




Deixa entrar pela sua janela, feito o vento que te balança os cabelos
O meu desejo, a minha fome, a minha vontade de você
Deixa entrar meu poema, minha quimera
Despertar em ti todas as flores, como a primavera
Tocar, lamber , conduzir, observar seu arrepio, seu sussurro,
Abrir cada botão, valorizar cada gota, cada gemido, acelerar o coração
Não dizer não, não se fechar diante da espera
Arrancar o fôlego, o juízo, o gozo
Rasgar todas reservas e por fogo 

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Cabelos e Botas


É uma dessas sensações sem rosto.
Apenas botas e cabelos, sem status, sem noção alguma do perigo, sentir e sussurrar entre esse sentido e um toque que se faz.
Um arrepio, imaginar duras e tesas as extremidades dos seios, a força dos musculos, a movimentação dos tendões, o movimento sutil dos lábios quando gemem, a lingua que ora devora voraz e que ora desliza delicada.
É sem pensar em nada, apenas no prazer absurdo e solitário mesmo sem saber mas com certeza de que se sente do outro lado da realidade.
Imaginar aqueles dedos fortes a impulsionar o desejo, antes por fora e sutimente depois por dentro a sentir a umidade e as contrações todas, um fenda em tremores, quase um abalo sismico.
quero ter te também imagem de costas , contra mão da visão, agradavel a retina e a mente, ouvir , sentir, saborear, sem esquecer do suor, do calor, e enfim do mel a jorrar...é só botas e cabelos e nada mais.

Marcelo Moro


domingo, 1 de abril de 2012

Etecétera e tal ...



Dos teus olhos jorram luz
Mesmo se em teu rosto paire o ar de tempestade
Eu nunca te vi pela cidade, mas tatuou-me o coração
Um escorpião escondido num vão, um aval

Queria ser o teu menino, com alma e corpo de menino
Te dar a mão e sair entre os bosques lotados de cor
Ser a dor sincera, a saudade , a razão, as vezes o sim
Ser o não que te impede de ir embora,e ser a calma,a hora.

Te dar prazer e sentir do teu prazer a minha vida
Ser a viga que sustenta o seu futuro, o fruto maduro no teu jovem quintal
Te ensinar que o coração tem muitas moradas, etecetera e tal
Ser o Nexo, o Sexo, o tudo e o nada, ser apenas imortal

Marcelo Moro