Nos seus olhos, os sonhos parecem parar
Nos seus olhos as luzes morrem
Duas estrelas, desalinhadas
Deselegância divina, brilho ímpar
Equação de números primos
Tramas transversas do linho
As cores pouco importam
Diante do intenso desastre
Lente? Que mente e não sente
Dúvida reticente quando engana o retrato
Sagaz, de fino trato
Quando o doce esgana o amargo
Construção obliqua
Pretérito mais que perfeito
Desalinho, defeito
Malmequer na febril margarida
Sorriso de menina bonita
Com um olho no córner e o outro me fita
Marcelo Moro



