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sábado, 31 de agosto de 2013

Sonho



Não sei, nunca vi teus passos
Não conheço seu balanço
O som do teu riso, mas é amplo
Não sei a textura do seu cabelo
O olhar escuro só pelo espelho
Mesmo sem respostas te caço

Acabo que me embaraço no teu silêncio
Mas insisto na harmonia dos seus traços
É um bem querer distante
Que brilha sempre antes
Que vênus na minha tarde perdida
É um exagero sempre na medida

Nunca doeu, antes se faz prazer
Nunca amanheceu comigo nas noites de insônia
Como uma das tantas sentinelas do meu sono
Mas soa uníssono como um assovio no ar
Deve ter asas ocultas de fogo
Não conheço seu cheiro, mas me faz sonhar

Marcelo Moro

* Ela é um tom de Fá maior as vezes sustenidos na minha sinfonia