Sob o ritmo lento do céu desce leve o vinho
Escorre pelo vidro feito os véus
Que escorrem pelos ventres de mil dançarinas
E se aparam nos quadris da modesta menina do deserto
Que tem os olhos longes do universo e pertos da sina
De viver mil dias controlando as marés
Ontem mesmo a Lua estava Cheia e Carmim
Dona da noite, dona de mim
E seu perfume desconhecido passou desapercebido no vento
Enquanto dançava desenhando o fogo
O novo e o sereno, o mágico corpo moreno
Destilando venenos e sorrisos dopados de prazer
A noite sobre mim caia
E a cada voz distante ouvia a sua
Chamando para rua, para dança, para o motim
É assim que pinto minhas flores da noite
Com tons de carmim e com sabores exóticos
Ao sul a mesma lua prateia seu corpo, o mar e o fim.
Marcelo Moro
Escorre pelo vidro feito os véus
Que escorrem pelos ventres de mil dançarinas
E se aparam nos quadris da modesta menina do deserto
Que tem os olhos longes do universo e pertos da sina
De viver mil dias controlando as marés
Ontem mesmo a Lua estava Cheia e Carmim
Dona da noite, dona de mim
E seu perfume desconhecido passou desapercebido no vento
Enquanto dançava desenhando o fogo
O novo e o sereno, o mágico corpo moreno
Destilando venenos e sorrisos dopados de prazer
A noite sobre mim caia
E a cada voz distante ouvia a sua
Chamando para rua, para dança, para o motim
É assim que pinto minhas flores da noite
Com tons de carmim e com sabores exóticos
Ao sul a mesma lua prateia seu corpo, o mar e o fim.
Marcelo Moro








