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terça-feira, 28 de maio de 2013

Cotidiano





Não tem um dia,
Que a harmonia desse sorriso
Com o sol lá fora
Não vem me corromper

Não tem um dia
Que por mais triste
Choroso de chuva, cinza
Sua alegria não me contagie

Não tem um dia
Que eu passe sem imaginar
O que seria do dia
Sem essa paz, esse perfume

Não tem um dia
Que não trema o Jardim de Allah
Aos seus passos
Que não brilhe ao seu lume

Não tem um dia
Em que eu não pense
Em ter você nas mãos
E que chova nesse dia

Não tem um dia
Que não sonhe
Uma noite que não veja
Sua estrela no meu céu

Marcelo Moro

sábado, 18 de maio de 2013

Indomável




Indomável sexta feira 
Em que imagino a chuva em seu vestido florido
Pensamento  de quem ama a liberdade
Molha, se joga na vida...
E por onde passa  todos sabem que ela é indomável
A sexta feira e a menina
Natureza que revela o sorriso, a libido, despe a santidade

Marcelo Moro

terça-feira, 7 de maio de 2013

Noite Oculta




Nesse lugar onde o vento não voa
E fica preso nas cortinas espessas
Onde a luz é apenas reflexo dos olhos à toa
Através da fumaça densa

Então é ali que os perfumes se encontram
Se tornam alfabetos de cegos
E se procuram sem formato de rostos
E se deliciam quando as línguas se pegam

Sabem serem proibidos, pelo tato
Pela juventude doce e o amargo do tempo
Mas libertam os ventos quebrando as janelas
E suas mãos se entrelaçam numa estrela, a mais bela

São 12 sentidos numa noite tão simples
São sussurros aflitos viajando lentos
Antes são momentos concretos do surrealismo
Vacância sutil entre intenção e gesto

A ausência da luz faz as formas na mão
A leitura completa do seu eu escondido
Aquele grito, aquele suor escorrido
Aquele arrepio do certo ao avesso

Marcelo Moro