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terça-feira, 28 de abril de 2015

Autocontrole



Para não falar mais que a boca
Para não ver encaixado o quebra cabeças
Encaixando pernas numa tarde de sol
Com a luz entrando pelo vão da persiana
Sabedoria
Meditação
E muita calma nessa hora
Antes que se perca tarde afora
O equilíbrio e a razão

Mas como falar de um rio seco
Se a flor inocentemente se molha
Tranquilamente aflora
E estampa seu vestido com vida
Seus passos , esguio corpo
Sedução
Vai e vem nesse porão
Úmido e escuro
Que o desejo retido, controlado

Marcelo Moro


2 comentários:

  1. Por vezes há que dispensar o autocontrole.

    Um poema intenso, gosto.

    Beijo

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  2. linda poesia, mergulhei nos versos deliciosos. muito legal o teu blog. te convido a conhecer o meu cantinho:

    http://metamorfosearsemmedo.blogspot.com.br/ beijos

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