Quando abro a janela
De frente para os Jardins de Allah
Sinto a brisa soprar hálito de maçã
E a música do universo viajar
Pelo balanço sutil da menina
Que passa pela imaginação, toda manhã
Ela tem os olhos do passado
E os passos para o futuro
Um corpo, um relicário
Faz dos meus pensamentos, sujos
Conserva seu medo e seu sopro
Guarda Jardins dentro do armário
Traz ouro nos pulsos e marfim nos dentes
Tem fogo na alma,
Fogo calmo e vivo
Que gosto de soprar para ver brasa
E o tempo, e o vento, detalhes pela janela
São belos como os seus jardins mesmo quando chove
São belos como os seus jardins mesmo quando chove
Marcelo Moro

tem um poeta que às vezes, só às vezes, deixa seus rastros pelo chão, eu acordo e leio em versos o que estava só nos meus sonhos...
ResponderExcluirQuando ela passa,
ResponderExcluiro mundo deste poeta
fica mais colorido
e teu coração, respira
o mesmo ar que ela...
Adorei, belo e suave, sedutor
Abraços