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sexta-feira, 15 de março de 2013

Cinza Úmido


Quando abro a janela
De frente para os Jardins de Allah
Sinto a brisa soprar hálito de maçã
E a música do universo viajar
Pelo balanço sutil da menina
Que passa pela imaginação, toda manhã

Ela tem os olhos do passado
E os passos para o futuro
Um corpo, um relicário
Faz dos meus pensamentos, sujos
Conserva seu medo e seu sopro
Guarda Jardins dentro do armário

Traz ouro nos pulsos e marfim nos dentes
Tem fogo na alma,
Fogo calmo e vivo
Que gosto de soprar para ver brasa
E o tempo, e o vento, detalhes pela janela
São belos como os seus jardins mesmo quando chove


Marcelo Moro

2 comentários:

  1. tem um poeta que às vezes, só às vezes, deixa seus rastros pelo chão, eu acordo e leio em versos o que estava só nos meus sonhos...

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  2. Quando ela passa,
    o mundo deste poeta
    fica mais colorido
    e teu coração, respira
    o mesmo ar que ela...

    Adorei, belo e suave, sedutor
    Abraços

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