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quinta-feira, 4 de abril de 2013

Línguas de Fogo




Boca que me faz falar línguas
Que imagino lasciva a falar nos meus ouvidos
Que percebo molhada pescoço abaixo, ombros a dentro
Que sinto arrepiar quando mela meus mamilos
Que me acaricia a alma fazendo latejar meus rijos sorrisos...

Falo línguas na sua língua
Crua, com gosto de sal que vira mel ao decorrer do desejo
Que apetece e desliza, que enloquece quando molha de saliva
A sua flor, a sua verdadeira flor desabrocha noite a dentro
Não se cala, fala, inventa idiomas,
Língua de sodoma, de creta, da ilha perdida ao sul do seu corpo
Chama sobre a pira que me derrete as asas e traz pro chão ...


Marcelo Moro

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