Boca que me faz falar línguas
Que imagino lasciva a falar nos meus ouvidos
Que percebo molhada pescoço abaixo, ombros a dentro
Que sinto arrepiar quando mela meus mamilos
Que me acaricia a alma fazendo latejar meus rijos sorrisos...
Falo línguas na sua língua
Crua, com gosto de sal que vira mel ao decorrer do desejo
Que apetece e desliza, que enloquece quando molha de saliva
A sua flor, a sua verdadeira flor desabrocha noite a dentro
Não se cala, fala, inventa idiomas,
Língua de sodoma, de creta, da ilha perdida ao sul do seu corpo
Chama sobre a pira que me derrete as asas e traz pro chão ...
Marcelo Moro

Nossa, que delícia de poema!!!
ResponderExcluirDelícia mesmo.
ResponderExcluirLínguas na sua língua,
ResponderExcluircolocando palavras na minha boca.