A aranha que observo há dias no jardim
É poeta de suas teias, como eu sou poeta de mim
Tece em cinza transparente sua armadilha
Enquanto a tinta penetra em seu corpo, minha trilha
Um mapa que me acha, no sul, no fim
A ilusão que o veneno causa, o suor frio assim
Tem doçura nos lábios , prolonga a dor
A aranha e sua teia o poeta e seu amor
É poeta de suas teias, como eu sou poeta de mim
Tece em cinza transparente sua armadilha
Enquanto a tinta penetra em seu corpo, minha trilha
Um mapa que me acha, no sul, no fim
A ilusão que o veneno causa, o suor frio assim
Tem doçura nos lábios , prolonga a dor
A aranha e sua teia o poeta e seu amor
Marcelo Moro

Maravilhoso!
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