Início

terça-feira, 23 de julho de 2013

Papo de Aranha







A aranha que observo há dias no jardim
É poeta de suas teias, como eu sou poeta de mim
Tece em cinza transparente sua armadilha
Enquanto a tinta penetra em seu corpo, minha trilha

Um mapa que me acha, no sul, no fim
A ilusão que o veneno causa, o suor frio assim
Tem doçura nos lábios , prolonga a dor
A aranha e sua teia o poeta e seu amor

Marcelo Moro



Um comentário: