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quarta-feira, 23 de abril de 2014

Equilibrista







Noite cinza
Úmido sorriso
Pensamento preso pelo vidro
Janela sem cortina
Tingindo de dourado os pingos
Incandescência da lâmpada, da menina

Ousadia sem estrelas
O Chumbo brilhante do tecido
Hábil equilibrista sem alças
Asas da imaginação, mãos
Esculpindo os humores
Revelando rijos sabores

É apenas chuva, mansa
Que cai, ali atrás dos sentidos
Que molha sutil os cabelos
Que desce, escorre, contorna os botões
De plástico vulgar, frígidos
De rosas de fogo, chamas, sensações

Marcelo Moro


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