Sobre o mármore branco da Vênus sem braços
Luzes sem filtro, sem qualquer equilíbrio
Apenas cruzam a vidraça, tortos sem lastros
Como um signo sem ascendentes
Que devora seus filhos, suas luas
Uma porta sem batentes
Que fecha o destino sem chaves, flutua
Leoa de fogo que o tempo aprimora
Ascende em leão conjugando o momento
Subjugando o bicho, o macho , devora
Soprando seu perfume doce aos sete ventos
E assim se constrói um desejo pleno
Sem hífen, sem rima , castanho moreno
Um licor raro, sutil doce – amargo
Pequenas doses diárias do mais belo veneno
Marcelo Moro
Marcelo Moro
Nenhum comentário:
Postar um comentário