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domingo, 13 de janeiro de 2013

O Teatro de Ousadias - Terceiro Ato




Conheci uma garota metida numa tempestade
entre raios e trovões destilava desejos
sábios e adolescentes desejos
romances siderais , astrais , casas de papéis

Entre flores ela respirava, se achava , e porque se acharia?
por ter um sorriso cobiçado, proibido
por estar de branco sob a chuva
por estar alem do seu mundo sem ter ido

Conheci uma garota metida com as tempestades
um sorriso enigmático, sarcástico , zodiacal
depois da chuva trazia alivio
pés descalços colhendo frutas no quintal


Marcelo Moro

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

O Teatro de Ousadias - Segundo Ato




Estou num lugar comum ,
num lugar qualquer, qualquer jardim da vida
sem noção da hora exata
na verdade nem aí para exatidão das horas
com tempo a perder
ganhando todo tempo, exato
a paixão é casual, singular
ouço a canção
uma velha arvore no jardim do esquecimento
vejo a visão
o amor, sopro do vento

Marcelo Moro

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

O Teatro de Ousadias - Primeiro Ato




Quando me encontro bêbado
Também me acho clássico
Um vinho qualquer numa viela de Florença
Um florim por alguns pensamentos da renascença
O cômico e o trágico
E se no ultimo ato
me jogo voando cego , Ícaro em chamas
Antes de tocar o chão me salvas
recolhendo -me nu em suas asas
e voando comigo pelo céu do sertão
me mostra o vinho de plagas distantes, sua casa

Marcelo Moro

sábado, 5 de janeiro de 2013

Armadilha





Os espelhos embaçados
Escritos, desenhados,
Dois goles de conhaque
Dedos deslizando, traçando caminhos

Tatuando frases na pele branca, dourada
Ideogramas mágicos que significam nada
um suspiro talvez, grafado,
Guardado em garrafas

Ser sem compor,ser por ser, como o vento é
Mãos que apertam mãos,
E que levam a imaginar
De olhos fechados saber voar,

Equilíbrio sutil
Entre o olhar e o que dizer,
Momento a momento
Armadilha do querer sem ter, o movimento

Marcelo Moro

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Dança




E se acaso dançar
Dance a canção da estrada
Que não cabe na poeira prata
Tingida pela Lua que sorri

Dance algo que nunca vi
Que me faça novo, denovo
Que cale no colo o choro
Apenas dance a trança nos cabelos

Confesse e resolva teus erros
Dance a dança da chuva
A benção e a cura
Dance no vento que apaga teus passos

E se não achar o caminho
Apenas dance a dança sozinho
Iluda os defeitos, minta-os
se ache nos sorrisos, beije-os

Marcelo Moro

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Encruzilhada




Mar sobre as pedras
Areia na luz
Razão que não se soletra
Ira que incendeia
A brisa da tarde que cheira calma

Luz da anunciação
Uso e fruto do poeta
Imaginação, clara imaginação
Zum zum, farra e promessa
Acido caos,livro que guarda o plural coração

Marcelo Moro

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

2013





Não faço muitas fotos
Mas guardo lembranças
Dos abraços,dos fatos, dos votos
Das promessas, das viagens, das andanças

Feliz 2013 a todos!!!

Marcelo Moro