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terça-feira, 11 de junho de 2013

1988 A-1







*Mais um fragmento que está muito bem guardado com alguém vem a público esse de fevereiro de 1988.





No escuro do meu quarto
Imagino te apertando em meus braços
Minhas mãos deslizando em cada curva
Nesse corpo de menina
Minha boca buscando a sua,
Na imensa paixão que arde em mim.

Marcelo Moro 







sexta-feira, 7 de junho de 2013

1987 A-1







Escrevi muita coisa entre 1985 e 1991 que estão perdidas por aí com várias pessoas, não tinha a pretenção de compor nada nem de organizar nada, foram anos anárquicos pra mim, mas comecei a recuperar algumas coisas e não vou intitular o que não tinha título, apenas farei um catálogo.
Esse é de 1987 e estava escrito numa fita crepe muito bem guardada por alguém do período.

1987 A-1 


Menina linda serena
Olhos perdidos ao longe
Eu tento buscar
Pra perto de mim
Em meu ombro  
Em minha boca

Marcelo Moro 

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Divagações


Não é apenas uma volta ao passado
Quando se entra na mesma rua 
A mente se abre e os sonhos se soltam
Poesia e silencio, verdades nuas

Uma nova visão focaliza
O que antes se vivia sem se ver 
São os olhos do tempo  sobre os fatos 
A nossa versão dos atos 

E de auto da fé em auto da fé
Não se consegue mais enxergar a culpa 
se quem queima buscando enfrentar 
O que mesmo errado nunca muda

Marcelo Moro

sábado, 1 de junho de 2013

Segundo Cotidiano



O vento passeia entre as pernas da menina
O céu seco e azul de outono ensina
E alquimista que é, doura as folhas do jardim
E pobre de mim que enfeito de flores os tons pastéis

Dia após dia o vento espalha aquele perfume
Adocicado quase infantil
E carrega de sutil voo nosso caminhar lento
E o pensamento é vão, é cor, é mão a detalhar seu vestido

E os dias trocam de cor simetricamente
Como sua tez morena empalidece
E como um rito troca de sapatos
Enquanto o vento sopra as deusas e umidece

Marcelo Moro

terça-feira, 28 de maio de 2013

Cotidiano





Não tem um dia,
Que a harmonia desse sorriso
Com o sol lá fora
Não vem me corromper

Não tem um dia
Que por mais triste
Choroso de chuva, cinza
Sua alegria não me contagie

Não tem um dia
Que eu passe sem imaginar
O que seria do dia
Sem essa paz, esse perfume

Não tem um dia
Que não trema o Jardim de Allah
Aos seus passos
Que não brilhe ao seu lume

Não tem um dia
Em que eu não pense
Em ter você nas mãos
E que chova nesse dia

Não tem um dia
Que não sonhe
Uma noite que não veja
Sua estrela no meu céu

Marcelo Moro

sábado, 18 de maio de 2013

Indomável




Indomável sexta feira 
Em que imagino a chuva em seu vestido florido
Pensamento  de quem ama a liberdade
Molha, se joga na vida...
E por onde passa  todos sabem que ela é indomável
A sexta feira e a menina
Natureza que revela o sorriso, a libido, despe a santidade

Marcelo Moro

terça-feira, 7 de maio de 2013

Noite Oculta




Nesse lugar onde o vento não voa
E fica preso nas cortinas espessas
Onde a luz é apenas reflexo dos olhos à toa
Através da fumaça densa

Então é ali que os perfumes se encontram
Se tornam alfabetos de cegos
E se procuram sem formato de rostos
E se deliciam quando as línguas se pegam

Sabem serem proibidos, pelo tato
Pela juventude doce e o amargo do tempo
Mas libertam os ventos quebrando as janelas
E suas mãos se entrelaçam numa estrela, a mais bela

São 12 sentidos numa noite tão simples
São sussurros aflitos viajando lentos
Antes são momentos concretos do surrealismo
Vacância sutil entre intenção e gesto

A ausência da luz faz as formas na mão
A leitura completa do seu eu escondido
Aquele grito, aquele suor escorrido
Aquele arrepio do certo ao avesso

Marcelo Moro