Voltei pra Blogosfera!!!
Pensei que o que tenho pra falar ainda é relevante , então vamos lá .. começando de novo ou continuando do zero tanto faz.
O tema de hoje é uma frase de uma música escrita por um viado assumido (Renato Russo) para o primeiro disco da Legião, a musica se chama A dança e a letra faz uma filosofia do então movimento Boy do inicio dos anos 80, rapazes bonitos, cheios da grana, que desfilavam em carrões importadíssimos ouvindo o bom e velho Dire Straits e nunca tomavam cerveja e nenhuma bebida porcaria barata, o negocio era 12 anos e cocaína sobre as RGs.
Tratar as meninas como se fossem lixo para eles era moda, ou então tratar como uma espécie rara que só a eles pertencia. Sim, posse, mercadoria, lixo.
Mas ainda havia algo de romântico naqueles meninos, uma sobrinha de vida inteligente naquelas cabeças impregnadas de pó, uma exigência quase poética nos seus cotidianos. A prova disso é que muitos são casados até hoje com as espécies raras que a eles pertenciam naqueles dias, respeitáveis cidadãos do mundo, burgueses padrão.
Hoje vivemos a ditadura da cafonice, musical, cultural, televisa, de moda, enfim, as meninas idolatram quem as trata como lixo ou então nem percebem que a menina mais linda da balada do Michel Teló, aquela que nossa nossa assim você me mata é uma idiota que não serve pra nada a não ser pra trocar o vale punheta da noite de sábado, o mesmo digo do Tchêtchererê tche tche mal feito, das meninas do tal Sertanejo Universi -otário, enfim...Dirão que é inveja destilada, que é recalque, aliás recalcada é uma palavra da moda sem que se conheça pra que serve. Continuem cachorras, popozudas, preparadas porque nunca serão Prudence, Tangerine, Mônicas de Eduardos, nunca serão solos de Gilmour, Page, Gilbert.. Infelizmente, porque muitos desses olhos, desses cabelos, dessas peles valeriam poemas ardentes, contos de luas vagas, romances astrais, mas hoje em dia são todas escravas desse novo vício submisso, uma pena.