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quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Ousadia



Luz que dissolve o Caos
Devolve o bem querer,
Resolve o desejo mal amparado
Fios de Luz Dourados surgindo do breu
O meu e o seu olhar infinitamente alinhados
Com a estrela do norte a guiar, a escrever
O mapa do céu, e quem sabe, o meu e o seu suor
A se misturar e destilar a paz, o amor


Ressurgir a cada manhã fria
Como a pintura de uma flor do vento, vazia
Surrealizar, transcrever o pensamento
Deixar alaranjar a lágrima a escorrer livre
É como se vive uma nova vida a cada dia
Curar suas feridas com as palavras das minhas mãos
E preencher os vãos, e decorar a escuridão
E sorrir, Desejar, sentir, amar..tentar...


Marcelo Moro

*ousadia falar assim com uma princesa, distante sim, e sem reino, no momento, sem acalanto.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Alegria! Alegria!!!




É carnaval !!!
Festa do povo, tributo a nova fertilidade, a moderna Dionísiada.
A fantasia tocada em 2 tempos, do surdo, do frevo,da marcha, Garis viram reis, e rainhas musas.
A mágica que mistura chá com cachaça é a mesma que liberta o povo das dívidas, dos dogmas, dos grilhões forjados
pelo sistema, da força bruta, que como disse um dia o poeta: "...ergue e destrói coisas belas".
O maior espetáculo da terra,"arte popular do nosso chão", Alegria, Alegria!!!
É pena que nossos bailes de máscaras andem tão esquecidos, quase extintos, é pena que não aprecíemos a festa por
preconceito, por uma falsa moral cristã- ocidental baseada apenas nos valores do trabalho e do real.
É uma pena que a imortalidade seja fantasia, então não temos Cartolas, Zicas, Neumas,Jamelões,viraram enredos e saudade,

Saravá!!!

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Fogo Fátuo



você me vicia,
em poucos dias estava a mercê dos teus cristais
Mágica fé morena , pequena em  fagulhas de cores
ensina-me a querer -te mais e mais

você me devolveu os poemas
seduziu para fora minhas rimas, confundiu minhas soluções
e na solidão das minhas linhas materializa-se
em boca, língua, seios e vãos.

escrever-te em mel e tinta
deslizar por suas coxas raro pincel
que trace e desenhe e orne
ideogramas que revelem seu céu.

Marcelo Moro

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

...Tratando as meninas como se fossem Lixo...

Voltei pra Blogosfera!!!
Pensei que o que tenho pra falar ainda é relevante , então vamos lá .. começando de novo ou continuando do zero tanto faz.

O tema de hoje é uma frase de uma música escrita por um viado assumido (Renato Russo) para o primeiro disco da Legião, a musica se chama A dança e a letra faz uma filosofia do então movimento Boy do inicio dos anos 80, rapazes bonitos, cheios da grana, que desfilavam em carrões importadíssimos ouvindo o bom e velho Dire Straits e nunca tomavam cerveja e nenhuma bebida porcaria barata, o negocio era 12 anos e cocaína sobre as RGs.
Tratar as meninas como se fossem lixo para eles era moda, ou então tratar como uma espécie rara que só a eles pertencia. Sim, posse, mercadoria, lixo.
Mas ainda havia algo de romântico naqueles meninos, uma sobrinha de vida inteligente naquelas cabeças impregnadas de pó, uma exigência quase poética nos seus cotidianos. A prova disso é que muitos são casados até hoje com as espécies raras que a eles pertenciam naqueles dias, respeitáveis cidadãos do mundo, burgueses padrão.

Hoje vivemos a ditadura da cafonice, musical, cultural, televisa, de moda, enfim, as meninas idolatram quem as trata como lixo ou então nem percebem que a menina mais linda da balada do Michel Teló, aquela que nossa nossa assim você me mata é uma idiota que não serve pra nada a não ser pra trocar o vale punheta da noite de sábado, o mesmo digo do Tchêtchererê tche tche mal feito, das meninas do tal Sertanejo Universi -otário, enfim...Dirão que é inveja destilada, que é recalque, aliás recalcada é uma palavra da moda sem que se conheça pra que serve. Continuem cachorras, popozudas, preparadas porque nunca serão Prudence, Tangerine, Mônicas de Eduardos, nunca serão solos de Gilmour, Page, Gilbert.. Infelizmente, porque muitos desses olhos, desses cabelos, dessas peles valeriam poemas ardentes, contos de luas vagas, romances astrais, mas hoje em dia são todas escravas desse novo vício submisso, uma pena.