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terça-feira, 26 de março de 2013

Afrodite no quintal




Dança no meu quintal
Jovem amante da chuva
Dança livre, leve
Que te olho da janela
As vezes mudo, sereno
Outras vezes caos e ira
Mas dance sempre bela
De branco e com flores nos cabelos
Dança para meu prazer, minha sina
Que sempre ouço tua voz, leio tuas linhas
E desejo bagunçar sua essência
E desaparecer quando me chama
E ignorar sua insistência
E ao te chamar de minha querer que não seja
E depois como um doido varrido chorar sua ausência
Dança para quem tem a chave do seu mundo
Dada por livre e espontânea vontade
E que na verdade não sabe qual porta abre
Nesse corredor e estranho e profundo
Que é seu olhar quando cala
Dança sem dor, sem remorso, apenas dance
Gaste os saltos dos sapatos até quebrarem
Até os últimos sons cessarem
E proclame o outono com um grito
Que faça cair todas as folhas
E que encha meus olhos de vidro


Marcelo Moro

6 comentários:

  1. Sabe quando se ouve uma música que adora, vezes e vezes repetidas? É assim, não consigo parar de ler esse poema, soberbo!

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  2. Boa tarde!
    Marcelo sua poesia está deslumbrante, você escreveu uma bela dança de Amor.Parabéns pelo blog.Uma Feliz Páscoa para você.Bjs

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  3. E desejo bagunçar sua essência, então Dance!!!!
    Lindo poema!! É como a Eliane Barreto disse, de uma sonoridade que fica na mente!!! Belo mesmo!!!

    Abraço!
    http://nkpassadopresente.blogspot.com.br/2013/03/nada-mudou.html

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  4. " Não existe nada melhor que a inteligencia humana, a sua é grande, bela postagem...

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