As passagens da alma, secretas e pagãs
Anotadas à luz de velas, a mente se conserva sã
Mesmo que negar a verdade seja a saída
Não a melhor, apenas a saída
Lágrimas nos olhos que viram incrédulos anéis em Saturno
Lágrimas nas lentes dos seus olhos noturnos
Sal sobre o céu, fogo cristão
Pesada foi mão que se lançou sobre seu diário
Suas verdades no armário, experiências e decisões
E o velho sábio viu roubada sua ingenuidade
Extraviados os seus conceitos, condenadas suas visões
E às voltas com o fogo que purifica, mentir, se enganar
Ceder as mãos pra que sejam trucidadas.
E de tarde sentado sobre os vitrais sentir ventar
Marcelo Moro






