Início

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Soneto Vazio




De tão intenso torno-me mortal
Fulminado por uma noite sua
Exagero e pretensão
De quem se quer conhece teu olhar

Mas imagina tua textura
Pinceladas a mão livre
Livre arbítrio
Madrugada e rude pintura

Mesmo que rasgue o vulgar papel
Que manche a tela
Vou querer vê-la de volta

Sentir o vazio do teu não ser
Pra sentir a presença
Aguda e reverente de um toque seu

Marcelo Moro

Um comentário:

  1. "Sentir o vazio do teu não ser
    Pra sentir a presença
    Aguda e reverente de um toque seu"

    Esse vazio intransigente.
    Adorei, muito interessante.

    ResponderExcluir