Você é aquela que merece a carícia da brisa
Bagunçando o cabelo, arrepiando sua morenice
Merece a meiguice de quem ama
E faz jus a imaginação louca do poeta
Que faz gotas descer pelos vãos,
Sinuosa estrada para eldorado
Intocado rincão da poesia
Você é aquela com quem eu riria a noite toda
Você é esse corpo miúdo que explode feito um vulcão
É, respeitosamente, sopro que surfa furacão
É riquíssimo desejo domado por quem te tem
E a nós, imortais olhares, resta a contemplação
Você é oração lançada ao caos
São passos no escuro, saltos, vermelhos e espelhos
É uma tentação homeopática dada a cada dia
Você é a alegria dos olhos das ruas, brisa que arrepia
Marcelo Moro






