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quarta-feira, 12 de junho de 2013

Noites de Junho




Cai a noite, cai o frio e a névoa de junho
Sobem vassouras levando as donas da noite
Rasgam os céus em fogo e véus
Te olham e te lançam um feitiço
E o enguiço é fugir desse olhar, é se esconder
Numa noite como essa não vale a pena correr
O melhor é se entregar e ver estrelas
E ver no preto parado dos olhos
Lagos, casos, anos e anos de janelas abertas
Olhos que não se fecham, que devoram
Que fitam e que apavoram quem desconhece
A verdade é que existem
Que se escondem quando não se interessam
Mas que aparecem para um voô numa noite de junho 



Marcelo Moro

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