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segunda-feira, 30 de março de 2015

O Teatro de Ousadias



https://scenariumplural.wordpress.com/2015/03/10/exemplos-de-poesias-marcelo-moro/

Dia 26 de março foi lançado o meu livro O Teatro de Ousadias pela série E.X.E.M.P.L.O.S de poesia da editora Scenarium Plural, uma edição artesanal, costurada a mão, exclusiva e qual foi comercializada em pré - venda mas que ainda restam alguns exemplares, vale muito a pena essa edição e para adquirir é só clicar no link acima e enviar o e-mail, Você recebe em qualquer ponto do mundo ...

sejam todos bem vindos ao Teatro de Ousadias


quinta-feira, 26 de março de 2015

Lua do dia ( Novilúnio)




Muda a dança
A musica, o humor
A fase, a crise, muda a frase
O  a sem crase, a catarse
Mudam as pernas
As penas, o vento
A chuva, os pesares
Muda o tempo
Quando ela passa
No seu ato de sete atos
Com seu sorriso de sete dias
Muda tudo que varia
Pesam o que valha
Cortam à navalha
O papel, o poema
Os cabelos
O cordão umbilical
Tecem o carnaval
Nessa sua passagem sólida
Secreta,
Escondida entre o azul
E o cotidiano veloz
Ninguém repara no seu belo véu
Apenas blasfemam
Quando à noite
Não está no céu


Marcelo Moro

*foto da Lua Nova sobre o meu Quintal faltando 240 minutos para Hora Morta de 24 de março

terça-feira, 24 de março de 2015

Flor de Baunilha



Fiquei preso por tanto tempo ao hálito de Iracema
Queria beijá-la como Ceci beijou Peri
Ao som de “O Guarani”
Na beira do lago negro
Onde Narciso completou seu inútil ciclo
E virou uma flor polinizadora de deusas

Efêmero sabor do preto néctar
Essência da louvação dos jaguares deuses
Enfiou no nariz da minha juventude
Sonhos e alucinações
Casada com o clorofórmio
Doce- amarga amante rude

Hoje já travestida de moderna
Pés no chão e simples pura pele
Advoga em favor dos loucos
Que acreditam no tom quase bordô dos seus cabelos
E que rimam flor com sentimento
E que apelam como poucos, por seu sabor

Marcelo Moro

* foto do Projeto Paralelo de Mariana Montrazi Claus



segunda-feira, 23 de março de 2015

Espectro






Espectro

Pena não poder dizer tudo
Viver de nada em vazio
Como clandestino nesse navio
Enorme e assombrado que é sua alma
Pena faltar coragem de perder a calma
E rasgar o verbo e conjugar a viagem
Misturar à sua mística, minha realidade
Confundir  seu sono já tão conturbado
E terminar a noite vendo a estrela vespertina
Num desabotoar que desatina
Rubra tinta em sua pele
E de calor em calor
De suor em suor , tropeçando nas sílabas
"*Confundindo a lógica
Me perder nessa sua beleza exótica"

Marcelo Moro

*muito de Caetano e pouco de mim


sábado, 21 de março de 2015

Solstício



Solstício
Solstício é troca
De líquidos
De línguas, de vícios
De sol rasante
Por Lua amarela
É mazela
São corpos que dançam
Envolta do fogo
Envoltos em chamas
É sacrifício
Por um dia melhor que o outro
É desenho impresso no corpo
Para que se lembre o passageiro
Que ele não passa disso
Diante da grandeza do infinito
E de suas regras
O Solstício é troca de cores
É bonito
Tem hora marcada
E não tenho nada com isso
Se sei enxergar a dança
E se danço a serenata

Marcelo Moro


quarta-feira, 18 de março de 2015

Flor de outono



Flor de Outono

Outono batendo à porta
Belo final de tarde frio
O Jardim de Allah vazio
O Outono é o conjunto da obra
Chuva mansa, o tom de cinza
A lã barata da menina que passa
Seu guarda chuva psicodélico
O sofrimento velho
Gradiente entre Deus e o Diabo
Uma bela flor perdida poeta
Em meio desse devaneio
A boca dela, o caos e o tiroteio


Marcelo Moro