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segunda-feira, 6 de abril de 2015

Trilogia parte um - O pecado





O fruto do Jardim noturno
Suspenso, vermelho-dourado
Tem um tom adocicado
E a pele macia sem o áspero
E de tanto luzir nos olhos da serpente
Tornou –se dela pupila
Parte integrante do desejo
Aceso como brasa de cigarro ao vento
Vivo no pensamento
Em paz no coração


E desliza entre minhas pernas
As suas, quase sem sutilezas
Sem frescuras
Apenas calor intenção e gesto
Sem medo de pecar errando
Apenas pecando pelo correto
Pois já disse algum poeta
Que tudo vale a pena
Quando é de verdade
Quando não é cena quando se peca

E fica um lance meio esquecido
O tal de quando a alma não é pequena
E sua alma meu fruto proibido
É Gigantesca
E espia detrás dos espelhos
O deslizar sincronizado dos dedos
E quando o coração acelera
As Línguas exaltam o sabor do Éden
O Jardim sem cercas ou fronteiras
A Arvore frondosa dos frutos dos que se querem

Marcelo Moro

*Lua sobre véus , cheia e dançando sua dança no quintal de casa faltando 42 minutos para a Hora Morta

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