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quarta-feira, 8 de abril de 2015

Urbana Tempestade

Urbana Tempestade





É o que se vê profundamente de passagem
Inunda a retina de cor, de forma
Sussurra a voz rouca da paisagem
Na garoa fina que não desbota a tinta
Mas escorre corações aos baldes
É o que nasce das mãos esquálidas
Da suburbana arte
É uma parte
Louca e sólida da cidade que flutua suspensa
Sobre os vales cemitérios ancestrais
São fantasmas que subvertem a ordem
Humanizam o progresso
São processos transitados em julgado
É o coletivo de imaginação,
Intenção e gesto, em cor e ação
Palavras desconexas que se juntam no trânsito pesado
E rimam futuro com passado
E que juntas sopram sensações
Nunca antes lidas,
Esquecidas pela pressa do cotidiano
Que um dia passa,
Numa tarde pousada nos Jardins de Allah!

Marcelo Moro




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