Abrem-se as
cortinas,
Fecha a porta do
bar,
O ser e nada
na calçada, o ser e porra nenhuma
Em suma o que
deseja de nós esse ser ?
Deus, o parnasiano
poeta concreto
Escreve
certo, por linhas certas
E lança os tortos
na fogueira
e aos certos lança
a primavera
e nos dá a bala
para o suicídio
Puxa o gatilho e
alguém planta uma roseira no quintal
É o caralho a
quatro o ser e o nada
Quem é ela e quem
eu sou
Me desculpa amor
pela linguagem rock' n roll
Marcelo Moro

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