Eu gosto de fitar essa
chama
Luz e calor, câmera e
ação
Transe, religião
hipnótica
Desenho tribal sem
definição
No final do dorso,
equilibrista
Velha civilização a
escrever seu nome
Com lírios canibais se
comendo um a um
Tom sobre tom, sem
desejo nenhum
Sem ambição, apenas
inocência cálida
Deusa pálida que ao sul
se ergue
E controla as marés, e
rege os ciclos
Estátua tatuada, em ouro
e vegetal
Alucinógenos servidos em
velhos cachimbos da paz
Uma nova língua a
destilar o amor
Em antigos poemas, em
viagens sem fim
Em mares a serem
cruzados
Ventos soprados por
querubins
Mapa do tempo e espaço
Orgia
Marcelo Moro

Tom sobre tom, sem desejo nenhum
ResponderExcluirSem ambição, apenas inocência cálida
Adorei, muito bom!!