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quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Solidão Povoada




É dessas coisas sutis do amor, essa miragem
Imagem sobre a areia do deserto, feita de cor e calor
Dois braços ao vento, que o tempo fez Oásis
Duas vidas feitas uma por um verso que se faz

Tantas palavras que não se ouvem, que tudo dizem
Basta que se leia com a alma e à ferro e fogo
Basta que o vento encha as velas, embarace os cabelos
Basta  que eu descubra a cor perfeita do seu olho

Nem que a tempestade que se forma divida os sonhos
Seria capaz de cega-los, apaga-los do tempo
Nem que a distância nos puna, insônia doida e serena
Seria capaz de tragar o amor em sua essência

Marcelo Moro

2 comentários:

  1. Subtilezas subtis, essas do amor!

    Cheguei aqui por sugestão da Eliane Barreto, e gostei do que li!

    Beijos, bom fim de semana

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