Composta a mesa a virgem pálida
não podia esconder seu desconforto, sentava-se ao lado do noivo, mas já não
mais sentia aquela presença, agora ela era real, ele estava ali e ocupava um
lugar ao lado de seu irmão que conversava e servia-lhe o vinho animadamente
como se fossem velhos amigos, mas não poderia ser, era muito novo por ali, algo
havia lhe escapado aos sentidos ou melhor a atenção naqueles últimos dias.
Antes que fosse erguido o brinde o jovem nobre tomou a palavra e erguendo um pedaço de papel contou a história que lhe acontecera naquele inicio de noite e como de forma tão fantástica aquele homem novo ali de fato havia desenhando tão perfeitamente o sentimento daquela safra. O papel deu voltas na mesa e ao chegar nas mãos da moça ele percebeu que ali havia bem mais que um desenho, que ali havia um sentimento ímpar e poderia desdobrar cada um daqueles traços em milhões de sentidos, sentiu-se confusa, mas sabia que tudo aquilo eram signos que lhe falavam de um amor imemorável porque nunca houvera existido. Retomou modos e sentido ao sentir o papel ser puxado de leve das suas mãos pelo noivo que queria também ver.
A festa continuou e os olhares continuaram se cruzando, continuaram falando coisas, revelando segredos, nascendo e morrendo em sorrisos discretos e indecentes, ele se sentia dominado por um magnetismo que o despia e pela primeira vez sentia que era totalmente dependente disso, a virgem pálida era confusão.
Antes que fosse erguido o brinde o jovem nobre tomou a palavra e erguendo um pedaço de papel contou a história que lhe acontecera naquele inicio de noite e como de forma tão fantástica aquele homem novo ali de fato havia desenhando tão perfeitamente o sentimento daquela safra. O papel deu voltas na mesa e ao chegar nas mãos da moça ele percebeu que ali havia bem mais que um desenho, que ali havia um sentimento ímpar e poderia desdobrar cada um daqueles traços em milhões de sentidos, sentiu-se confusa, mas sabia que tudo aquilo eram signos que lhe falavam de um amor imemorável porque nunca houvera existido. Retomou modos e sentido ao sentir o papel ser puxado de leve das suas mãos pelo noivo que queria também ver.
A festa continuou e os olhares continuaram se cruzando, continuaram falando coisas, revelando segredos, nascendo e morrendo em sorrisos discretos e indecentes, ele se sentia dominado por um magnetismo que o despia e pela primeira vez sentia que era totalmente dependente disso, a virgem pálida era confusão.






