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quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Um conto de duas verdades - Episódio 7





O que fez a tarde toda foi ajudar os homens a montar a enorme fogueira e depois sentou-se para contemplar o crepúsculo que se aproximava, o sol tornava laranja o horizonte encerrado pelas videiras. Tomou nas mãos um pedaço de papel e um carvão e começou a traçar desenhos, rotas entre aquilo que via e sentia e a figura tomava forma, comunhão entre o medieval e o eterno. Quando finalizava percebeu que era observado e ao olhar para trás simpatizou-se com um nobre jovem que o pediu para continuar e depois quis ver mais de perto o sutil desenho.Enquanto o rosto do jovem brilhava como se estivesse diante de um achado, o pensamento dele voava longe, entre paredes e vielas, limpos e alvos lençóis de seda com a sensação de que uma chuva de água morna cobria seu corpo já tocado por lábios de eterno e intenso prazer. Despertou quando junto com o grito dos homens acendendo a fogueira ouviu também o grito do jovem às suas costas que dizia que havia encontrado o rotulo mais perfeito para as garrafas daquela safra.


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