Durante todo o dia segurou aquele
lenço e se acostumou com seu perfume, decorou e sentia que poderiam se passar
séculos que aquele perfume de paixão não a abandonaria. No crepúsculo daquele
dia a casa tinha tomado ares de festa, era o dia em que fizeram a primeira
colheita e a noite uma grande fogueira seria acesa, o primeiro vinho seria
pisado, as pessoas iriam dançar e cantar beberiam vinho, conversariam e
comeriam, a virgem pálida pensava que o dono do lenço e de tanto carinho
estaria entre eles, talvez pudesse devolver, talvez não quisesse.
Preparou seu banho, enquanto lá fora a euforia era muito grande, todos corriam com os preparativos, separou entre todas as essências aquela que mais gostava e ao entrar na água morna o que escorreu pelo seu corpo foram séculos de lembrança, uma lembrança segura e doce de dias atemporais, não via seu mito, mas o sentia em uma sintonia de saudosa memória. Afastava o pensamento, mas ele a dominava a fazia suspirar, sussurrar, tremer até que um êxtase se rompe em gritos desesperados onde a fuga e o gozo misturaram sensações, lá fora a fogueira foi acesa, gritos e vivas ao deus vinho que escorria pela tina sendo amassado pelo pés das virgens, dentro a virgem deixava escorrer o amor latente feito a lava do Vesúvio que abatia Pompéia.
Preparou seu banho, enquanto lá fora a euforia era muito grande, todos corriam com os preparativos, separou entre todas as essências aquela que mais gostava e ao entrar na água morna o que escorreu pelo seu corpo foram séculos de lembrança, uma lembrança segura e doce de dias atemporais, não via seu mito, mas o sentia em uma sintonia de saudosa memória. Afastava o pensamento, mas ele a dominava a fazia suspirar, sussurrar, tremer até que um êxtase se rompe em gritos desesperados onde a fuga e o gozo misturaram sensações, lá fora a fogueira foi acesa, gritos e vivas ao deus vinho que escorria pela tina sendo amassado pelo pés das virgens, dentro a virgem deixava escorrer o amor latente feito a lava do Vesúvio que abatia Pompéia.






