Viagem das mãos,
O abraço, o tato, o aperto dos laços
Os nós, a solidão a sós
E os dois olhares que nunca se cruzaram
Hão de se encontar e aquecer o inverno
Da fria e úmida cidade
Um beijo, um detalhe e um abraço terno
Entres as blumas e promessas de eternidade
Mãos que nunca se tocaram e se conhecem
Vestígios de uma noite passada que nunca passou
E aqui de onde estou enxergo seus jardins
Consumo seus afins como um viciado em teu sorriso
E beijo, e agonizo com o tempo que não passa
Com as horas que não curam
E leio as cartas recebidas, enviadas quando ainda chovia
Se curvam espaço e tempo, uma equação, uma trapaça
Entre nós um paralelo
Um elo que não dá explicações
Um zelo que não tem o porque correto
Um veto, um novelo , ocasiões
O bem querer, o desejo e a fúria
a mansidão, o despejo e a Fuga
A solidez do ato insólito, o traço
Os anos que passam, o abraço, o tato e o aperto dos laços
Marcelo Moro

Perfeito
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