Oh Lua! dos navegantes, dos amantes, dos poetas
Dona do céu vagabundo de qualquer dia
Deusa prata, da caça, dos instintos, das brechas,
Iluminas a pesca, as frestas, os amassos calientes dos meninos terraqueos
Oh! Lua que já poetizaram, fotografaram, pintaram, foderam com a estaca de uma bandeira terrivelmente feia, hoje brilhas pra mim no meu quintal, deixando do outro lado o seu lado escuro, a face de outra moeda
Oh! Lua, que já denominaram nova, crescente, cheia, minguante, Iemanjá, Bárbara, cálida, estonteante, Foste aplaudida, uivada, apalpada, revirada, removida, chamada de fria, coadjuvante dos eclipses.
Hoje apareces bela na minha janela, só não estás mais bela do que a menina do lado, que o vento deliciosamente despenteou os cabelos, e tua luz valorizou o verde moreno dos olhos, e a perfeita simetria dos lábios...
não suma numa crise de ciúme pois o poeta é das duas, é de todas, valoriza o jardim suspenso da menina com seu lume, e ela te fará brilhar mais com seus olhos e sua beleza perdida..
Marcelo Moro

http://segredosdaruth.blogspot.com.br/2012/05/lua.html - uma resposta.
ResponderExcluirLua Voyeur, invejosa do gozo....Tadinha... como passa vontade.