Eram belas as rosas do quintal
Um enigma em cada pétala ao vento
Respondiam perguntas aquelas cores,
Eram pérolas
Amores rogados ao tempo,
Visões, etecetera e tal
Eram bem cuidadas as Rosas do Quintal
Por mãos fortes e belas
Que nos deixaram num Agosto qualquer,sem explicações
E o barqueiro esqueceu as rosas no quintal
Alimentando a saudade
Expostas ao céu, ao chão , às exceções
Salvaram-se as rosas do quintal
Adornaram vasos por uma semana ou mais
Em seu lugar paredes de mau gosto, se quer acabadas
Secaram sem que alguma bela menina as colocasse entre as folhas de um caderno
Rogo sempre por Setembro logo,como se mudasse o astral
Que se estivessem vivas as mãos e as Rosas do quintal
Marcelo Moro

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