Seus olhos são duas amendôas, da cor exata
Não se recria em pincéis, arte abstrata
São antes duas luas sem órbitas de um planeta perdido
Namorada do caos, olhares sem sentido
O bicho arrasador quando alça vôo
Um tom sobre tom elementar, fogo
Não há inocência no seu andar, apenas cabelos ao vento
Não há nada entre sua pele e a saliva, o mel, o pensamento
Não se aponte o dedo, se reserve, não perca esse ar sagaz
Não se recluse, nem se acuse por tantos olhares com tom voraz.
Apenas aceite o feitiço, o enguiço, a beleza que é você
A beleza que é , sem precisar ser.
Marcelo Moro
Uau...
ResponderExcluirLindo , amei!
ResponderExcluir