Diga-me que vem e eu vou sorrir
Um sorriso da alma, profundo,
Belo como a calma de uma flor
Que exibe sua cor ao sol da manhã
Diga-me quando vem que eu desamarro o céu
E faço soprar uma brisa calma
Dessas que levam nossos barcos pela maré
Sem pressa, sem horas, ao leo
Diga-me a hora que chega
que eu paro tudo e coloco o lixo na rua
e passo a viver na espera sua
enfeitando a casa de flores
E abro todas as janelas, fazendo luz
E corto os pães e descanso o vinho
Como já fiz em tantas sextas- feiras
Que sabia que virias
Arranca a roupa do armário, reune numa mala
E se joga, não pelo que é certo
Mas pelo que é lógico que o coração mande
Sinta de perto a garoa e o frio, a pele
Diga-me que vem e começa a espera
Duas pedras boiando no conhaque, o aroma do café
o Rock antigo pelo ar e a fé
Saindo pelas mãos velhas bruxarias
Marcelo Moro

Esse é um dos que mais gosto, tão doce, um sonho!
ResponderExcluiresse é um sonho que eu gostaria de trazer vida real!
ResponderExcluir... Sem pressas, sem horas... assim como deve ser! Belo poema, belo convite!
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