Seu olhar tem compasso
Como se não visse nada
Tudo vê e tudo crê
Tudo advinha seus
belos olhos
Amêndoas rasas de sabor profundo
Bebida inebriante
Estrela brilhante de um universo antigo
Em chamas, perdido
Entre a dança e a falta de sono
Chamando de abandono o desejo
Cereja à deriva na Vodca
A mesma que o poeta rolou pelos seus vãos
Vodca a baixo, só imaginação
Aparada na língua malabarista
Bêbados e equilibristas
Tudo na linha de uma bela canção
Marcelo Moro

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