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terça-feira, 5 de agosto de 2014

Décimo Segundo Cotidiano







O que pensa ser tolice
Por vezes é calma
E o que acha que é intelecto
Sempre, quase sempre é alma

Eu sou assim fogo sob o chão
Multidão distraída
Distúrbio de personificação
Porta de saída

Bebi seus risos e me embriaguei
Bati portas e briguei
Do lado de lá gargalhei no espelho
Imitando sua ira, sua frescura

Nem preciso de vinho para as verdades
Um café forte e um rock do bom bastam
E falamos de neblina e cidades
De água e mentiras que vazam assinadas com o polegar

Imaginei tinta correndo por seu corpo
Suaves desenhos concebidos durante a tarde que chovia
Teias sem aranha, papos estranhos sem rostos
Estrada estreita de uma só via

Marcelo Moro

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