Cinza o dia
A manhã, o bom dia
O café e a blusa da menina
Provas viram cinza
Em fundos de cinzeiros
O Prazer e o vício
O Alcatrão, Nicotina
E o silício dessa falsa memória
Cinza nossa modernidade
Nossa mediocridade
A simplicidade da manhã sem sol
Cinza seus passos
A prisão em seu sorriso
Cinza que se abate sobre a cor dos sonhos
Cor dos olhos, tristes, enfadonhos
Cinzas ponteiros de relógios
Que atrasam as horas
Que atravessam o tempo
Cinza a manhã e o vento que a acaricia
Cinzas serpentes nos Jardins de Allah!
Marcelo Moro
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