O dia declina em espelhos turvos
Baixa o frio, o vento , o barulho
Aquele caos transfigura-se em sorrisos
Brandos, fartos, mansos, frívolos , falsos
Entre todos, diamantes e vidros
E entre esses seus passos pequenos
Verdadeiros, nem sempre serenos
Mas ao menos seus e de mais ninguém
Mil moedas por seus pensamentos
Os bons , maus , os presságios e os naufrágios
Tudo dessa alma me
interessa
Tudo que apressa o sangue pelos meus caminhos
O dia declina digital, Elemental, mágico
Cores se misturam, copos , corpos
Perdem-se rumos, bussolas , casas
Feliz de quem se guia pelas estrelas, e tem asas
Entre todos esses passos, os seus passos
Fogo sobre a terra, pretensão no olhar
Mãos traçam desenhos na pele e flores no tecido
E seu sorriso gravado, vestida de céu, de mar
Marcelo Moro

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