Seu nome é um composto de maré com poesia
Sobe com a lua e num passe de mágica, esvazia
Seu nome rima com fala
E rima com cala
Com nada e, com licença poética, com tudo
A cor dos seus olhos inexata, imprecisa, cor de mundo
Jardins suspensos por gigantes de mármore
Seria um belo pingente, banhado a brisa
Enroscado entre os cabelos que o suor frisa
Oxidado por seu ácido apático e choro árido
Pago com um beijo mal pago, imaginado
Rente ao chão sufoco e calo o meu platonismo
Seu nome lima meus versos
Deixa cortante minhas rimas
Afia os meus dentes onde escorre mel
E na Lua Nova, escura, cálida
Destila abandono, seca o céu
E rompante segue ganhando
mil ruas
E quando finda a noite, o ciclo, baixa a maré
A praça me espera para um novo auto da fé
Onde não se ouvem gritos, nem trepidar de dentes
Apenas sussurros quentes de quem nega ser poema
E que espera apenas que alguém diga seu nome
Enquanto nega o amor, a paixão o encontro, o poeta morre
de fome
Marcelo Moro

Boa tarde, Marcelo. Seus versos são lindos, e muito originais.
ResponderExcluirAmei.