Sem pele, sem beijo
Sem sombra de dúvida
Ávido, sedento
Viajante do vento
Como viajam as mãos
Esculpindo a realidade úmida
São pixels
Agrupados na maré alta
É lua cheia
É uma dose e meia
De sorriso incandescente
E de outras incandescências
Que leva a acreditar
É também mimo
Acalanto sereno
Quando desaba a solidão
É o extremo e o mínimo
Amplitude, amplificação
E quando no frio é abraço
Calor de supernova nesse corpo pequeno
Marcelo Moro

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